Todas querem ser Jackie

Por Bruna Torres

 

Certamente você já ouviu falar dela, cabelos escuros, presença marcante e um figurino clássico. Jaqueline Kennedy, mais conhecida como “Jackie” é o símbolo de primeira dama dedicada e elegante. Esposa de John Kennedy representou os EUA entre 1961 e 1963. Mais “copiada” do que Lady Di  é até hoje o modelo buscado pelas mulheres que assim como ela serão, ou sonham em ser, primeiras-damas .

 

Sem dúvida Jackie fez história, foi presença marcante na campanha de John Kennedy mesmo descobrindo poucas semanas antes de anunciar sua candidatura que estava grávida. Mas isso não a impediu de participar ativamente na campanha. Jaqueline tinha uma coluna semanal, a “Campaign Wife”, distribuída em todo país, gravou comerciais e respondia as centenas de cartas enviadas por eleitores. Em 8 de novembro de 1960 John foi eleito e Jackie se tornou a mais jovem primeira-dama da história.

Ela falava fluentemente francês, espanhol e italiano. Quando os Kennedy visitaram a França, ela impressionou a todos com seu francês impecável. Com sua inteligência conquistou líderes de Estado e até a revista Times. Certa vez o presidente da então União Soviética, Nikita Khrushchov, foi solicitado para apertar a mão do presidente dos Estados Unidos, o líder comunista afirmou que “gostaria de apertar a mão dela primeiro”. Isso prova que além de ser um ícone de elegância possuía um intelecto invejável.

Mas a grande prova de que Jackie era de fato uma dama veio no dia 22 de novembro de 63, em Dallas. Ela estava ao lado de John quando ele levou um tiro e morreu no seu colo. Mesmo abalada e com as roupas sujas de sangue a primeira dama cumpriu seu papel e participou da “posse” do vice.

Jackie Kennedy virou um mito. Carla Bruni, a primeira-dama francesa não se cansa de copiá-la e de se comparar a ela. Além de se interessar pelos assuntos de governo em suas viagens Bruni usa modelos que remetem a elegância de Jackie, e vê em toda entrevista que concede a oportunidade de citá-la como sua grande inspiração. Mas não é só Bruni que se compara a ex primeira-dama dos EUA, recentemente a revista Vanity Fair afirmou que Carla seria a nova Jackie.

E em ano de eleições presidenciais nos EUA claro que mais cedo o mais tarde a “carta Jackie” seria utilizada. Michele Obama, esposa do candidato democrata Barak Obama não perdeu tempo para utilizá-la. Na convenção democrata em agosto, Michele, que até então tinha conquistado uma imagem de brava, apareceu elegante e com oratória impecável. Se inspirar em Jackie deu certo, depois da convenção a candidata a primeira-dama recebeu um rio de elogios sobre seu desempenho e elegância, e claro foi comparada a Jackie. Ou seja, missão cumprida!

Pena que nossa primeira dama não pense da mesma forma, ao contrário de Jackie e da eterna “Dona Ruth”, Marisa Letícia não se envolve nos assuntos presidenciais.

 

Nesses anos de mandato “Dona Marisa” apareceu raramente na imprensa, e quando apareceu foi por motivos, digamos, fúteis.

 

Sua primeira aparição foi na posse de Lula, graças ao chamativo vestido vermelho. Nas vezes seguintes, por fazer reformas, nada essenciais, em sua moradia em Brasília. Trocar a roupa de cama e a decoração do palácio, modificar o projeto paisagístico do jardim com uma estrela de flores vermelhas (símbolo do PT), além disso, dedicou-se a se manter em forma com um personal-trainer.

 

Já o trabalho que deveria ter feito no Fundo Social da Presidência ficou de escanteio, outras prioridades como organizar uma festa junina em um momento de crise política tomaram todo seu tempo.

 

Saudades de “Dona Ruth”, ela não era Jaqueline Kennedy, mas certamente fez muito mais do que “festas juninas” para nosso país. Espero que em breve possamos ter uma primeira-dama digna de elogios como Jackie e Ruth, nosso país merece.

 

Jackie e Carla Bruni

Jackie e Carla Bruni

Michele Obama na convenção democrata

Michele Obama na convenção democrata

Ruth Crdoso

Ruth Cardoso

 

A primeira-dama Marisa Leticia na "festa junina presidencial"

A primeira-dama Marisa Letícia

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5 Responses to “Todas querem ser Jackie”


  1. 1 Diovane outubro 16, 2008 às 5:57 am

    Parabéns… Muito bom mesmo.
    Será que primeira dama Marisa sabe quem foi Jaqueline Kennedy?
    Acho que não.

  2. 2 vera lucia mello torres outubro 16, 2008 às 8:52 am

    filha como eu fico feliz em ler suas matérias, que conhecimento como vc argumenta bem , realmente vc é 10. TE AMO MUITOOOOOOOOO beijos

  3. 3 Maria Eduarda outubro 16, 2008 às 11:45 pm

    Dona Ruth faz muita falta.Acho que na hora das eleiçoes deveriamos assim como os eua conhecer melhor as primeiras damas q estamos elegendo afinal elas vivem com nosso dinheiro, e pelo que vemos com dona Marisa, só usam isso em beneficio proprio e não do país. Ai que inveja dos franceses e americanos, além de termos uma primeira dama feia ela é totalmente fora do q se esperava.quero uma jackie

  4. 4 Juvenal Rocha outubro 17, 2008 às 10:47 pm

    Nunca houvi falar.

    Mas com certeza a Primeira Dama daqui deveria ter umas aulinhas etiqueta para aprender um pouco com essa aí.
    Sem querer fazer ‘mercham’ mas o livro da Glorinha Kalil ia bem.

    Obs.: Por tras de um grande homem há sempre uma grande mulher.


  1. 1 Todas querem ser Jackie « Claroqueeh’s Weblog Trackback em outubro 17, 2008 às 2:36 am

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