Arquivo de agosto \26\UTC 2010

Marcos Coimbra, do Vox Populi, diz que “disparada” apontada pelo DataFolha é fantasiosa, não aconteceu.

Com Jorge Félix e Tales Faria

Do presidente do Instituto Vox Populi, o sociólogos Marcos Coimbra, em seu artigo de hoje no jornal “Correio Braziliense”, sobre as divergências com o instituo DataFolha:

Neste fim de semana, a Folha de São Paulo divulgou a pesquisa mais recente do Datafolha. Os problemas começaram na manchete, que se utilizava de uma expressão que os bons jornais aposentaram faz tempo: “Dilma dispara…”. “Dispara..”, “afunda…” são exemplos do que não se deve dizer na publicação de pesquisas. São expressões antigas, sensacionalistas.

Compreende-se, no entanto, a dificuldade do responsável pela primeira página. O que dizer de um resultado como aquele, senão que mostraria uma “disparada”? Como explicar que Dilma tivesse crescido 18 pontos em 27 dias, saindo de uma desvantagem para Serra de um ponto, em 23 de julho, para 17 pontos de frente, em 20 de agosto? Que ganhasse 24 milhões de eleitores no período, à taxa de quase um milhão ao dia? Que crescesse nove pontos em uma semana, entre 12 e 20 de agosto, apenas nela conquistando 12,5 milhões de novos eleitores?

O jornal explicou a “disparada” com uma hipótese fantasiosa: Dilma cresceu esses nove pontos pelo “efeito televisão”. Três dias de propaganda eleitoral (nos quais a campanha Dilma teve dois programas e cinco inserções de 30 segundos em horário nobre), nunca teriam esse impacto, por tudo que conhecemos da história política brasileira. Aliás, a própria pesquisa mostrou que Dilma tem mais potencial de crescimento entre quem não vê a propaganda eleitoral. Ou seja: a explicação fornecida pelo jornal não explica a “disparada” e ele não sabe a que atribuí-la. Usou a palavra preparando uma saída honrosa para o instituto, absolvendo-o com ela: foi tudo uma “disparada”.

É impossível explicar a “disparada” pela simples razão que ela não aconteceu. Dilma só deu saltos espetaculares para quem não tinha conseguido perceber que sua candidatura já havia crescido. Ela já estava bem na frente antes de começar a televisão.

Mas as pesquisas problemáticas não são danosas apenas por que ensejam explicações inverossímeis. O pior é que elas podem ajudar a cristalizar preconceitos e estereótipos sobre o país que somos e o eleitorado que temos.

Ao afirmar que houve uma “disparada”, a pesquisa sugere uma volubilidade dos eleitores que só existe para quem acha que 12,5 milhões de pessoas decidiram votar em Dilma de supetão, ao vê-la alguns minutos na televisão. Que não acredita que elas chegaram a essa opção depois de um raciocínio adulto, do qual se pode discordar, mas que se deve respeitar. Que supõe que elas não sabiam o que fazer até aqueles dias e foram tocadas por uma varinha de condão.

Pesquisas controversas são inconvenientes até por isso: ao procurar legitimá-las, a emenda fica pior que o soneto. Mais fácil é admitir que fossem apenas ruins”.

Do Poder Online

Charge – Néo

Renovação na política

Por Elizânio Silva

Em todas as eleições gerais que acontecem no Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo são sempre os estados mais visados pela importância estratégica para o país. Minas Gerais por sua vez, ganha notoriedade por ser o segundo maior colégio eleitoral.

Embora esses estados tenham importância e seus políticos sejam tradicionais, falta opção para o eleitor brasileiro quando se fala em renovação do quadro político nacional.

São Paulo tem nomes como Geraldo Alckmin, que pode comandar o Estado pela terceira vez, os petistas Mercadante, Marta e Eduardo Suplicy, o PMDB tem Orestes Quércia que é ‘dono’ da legenda paulista. Os cariocas também têm suas figurinhas carimbadas, como o atual governador e candidato a reeleição Sérgio Cabral (PMDB), o democrata César Maia e o ‘verde’ Fernando Gabeira. Em Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) reina absoluto e deve ser eleito para o senado com votação recorde.  

Mas o que tem chamado a atenção nos últimos tempos e sobretudo nesse pleito, é o surgimento de novas lideranças estaduais que com o andar da carruagem, podem se tornar referências políticas com força nacional e surpreender as velhas raposas nas próximas eleições.

Vale citar o jovem Beto Richa (PSDB) ex-prefeito de Curitiba, o tucano é candidato ao governo do estado e lidera todas as pesquisas de intenção de voto. Eleito em 2004 com mais de 400 mil votos para comandar a capital paranaense, Richa conseguiu a reeleição em 2008 com cerca de 77% dos votos válidos, ou mais de 778 mil adesões.   

Beto Richa tem o jeito diferente de fazer política, venho acompanhando pela internet o dia a dia da sua campanha no Paraná e tenho percebido que Beto Richa é um político moderno, mas que quando se trata de buscar voto ele age como se deve, o corpo a corpo é a principal marca do candidato. Richa tem crescido em todo o estado, podendo até ser eleito no primeiro turno. Caso seja eleito e seu desempenho à frente do governo paranaense seja satisfatório, Richa pode despontar como um nome forte do PSDB para concorrer na próxima eleição presidencial em 2014.

Já no nordeste ressalto o trabalho do governador pernambucano e candidato a reeleição, Eduardo Campos (PSB). Neto de Miguel Arraes, um dos principais políticos brasileiros, o governador do Pernambuco tem seu trabalho muito bem avaliado pela população de seu estado e lidera todas as pesquisas de opinião. Campos deve ser reeleito no primeiro turno derrotando o ex-governador Jarbas Vasconcellos (PMDB).

É claro que a renovação política no Brasil não vai acontecer do dia para noite, durante muitos anos ainda iremos conviver e ver aquelas velhas raposas que já entraram para a história política brasileira. A renovação é extremamente importante num país como o Brasil, que tem os políticos como uma classe que transmite pouca confiança à população.  

A renovação também passa por uma questão de consciência política, que ainda falta aos brasileiros. Precisam entender que o voto não é uma mercadoria que pode ser trocada por alguns reais ou ainda por algum benefício concedido pelo governo, o voto é a arma do eleitor contra boa parte das mazelas da sociedade e sobretudo, o principal remédio contra a corrupção.

Charge – Néo

Oito benefícios do sexo para a saúde

Vida sexual ativa alivia dores, melhora o sono e estimula a longevidade

Por Minha Vida

Que o sexo te faz bem, isso você já notou. O orgasmo, por exemplo, é uma das sensações mais íntimas e deliciosas para homens e mulheres e é muito mais do que sinal do sucesso de uma relação sexual. A cada dia, os cientistas descobrem novos efeitos desta reação orgânica que, além de melhorar as emoções, faz muito pela sua saúde. “O orgasmo contribui para que homens e mulheres vivam com mais qualidade, trata-se de um momento de prazer que reverbera por vários dias”, afirma o ginecologista Neucenir Gallani, da clínica SYMCO.

Porém, apesar de proporcionar prazer e qualidade de vida, uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que 70 % dos brasileiros fazem menos sexo do que declaram em conversas e pesquisas públicas. Por isso, o Minha Vida estimula você a melhorar essa situação trazendo o que a ciência e os especialistas andam dizendo por aí sobre os benefícios que uma vida sexual ativa trazem ao corpo. Confira:  

1. Alivia as crises de enxaquecas
Quando seu parceiro reclamar, dizendo que não quer sexo porque está com dor de cabeça, reverta a desculpa a favor da saúde dele. Segundo o médico Neucenir Gallani, o orgasmo libera substâncias, como as endorfinas, que atuam no sistema nervoso. “Elas diminuem a sensibilidade à dor, relaxando a musculatura e melhorando o humor“, afirma.

2. Melhora o aspecto da pele
Fazer sexo, principalmente no período da manhã, é um poderoso aliado da beleza para manter a juventude. Essa foi a conclusão de um estudo, realizado por cientistas da Universidade Queens (Reino Unido). De acordo com os pesquisadores, atingir o orgasmo aumenta os níveis de estrogênio, testosterona e de outros hormônios ligados ao brilho e a textura da pele e dos cabelos. Além disso, quando há o orgasmo, ocorre uma vasodilatação superficial dos vasos, até aumentando a temperatura em algumas pessoas. Com isso, a pele ganha uma aparência mais viçosa, e o brilho natural dela fica em destaque.

3. Alivia as cólicas da TPM
O ginecologista Neucenir Gallani faz questão de reforçar que isso não é uma regra, mas acontece com algumas mulheres. Os movimentos realizados durante o sexo estimulam os órgãos internos, que ficam mais relaxados e, com isso, há diminuição das dores que incomodam seu bem-estar nos dias antes da menstruação. “Mas há mulheres que, na fase pré-menstrual, não têm disposição para o sexo e forçar a barra pode ser pior”, diz o ginecologista.

4. Melhora o sono
O relaxamento que o orgasmo traz contribui para que você durma melhor, e não apenas no dias em que houver sexo. A reação tem efeito prolongado, devido a ação dos neurotransmissores que passam a agir no seu organismo com mais regularidade e numa quantidade maior.

5. Diminui o estresse
O médico faz questão de ressaltar que o orgasmo não deve ser encarado como um remédio calmante, mas como parte de uma relação afetiva que traz prazer. Quando isso acontece, os níveis de estresse tendem a diminuir não só pela estabilidade emocional, mas também porque os chamados hormônios do estresse, como o cortisol, apresentam atividade reduzida. Quem trouxe essa novidade foi um estudo escocês recém-publicado na revista Biological Psychology.

6. Diminui os riscos de infarto
Um estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, realizado com mais de 3 mil homens de 45 a 59 anos, concluiu, após 20 anos, que o sexo frequente pode reduzir o risco de infartos fatais e de derrames. De acordo com as conclusões da pesquisa, a morte súbita causada por problemas de coração é mais comum entre homens que afirmam ter níveis baixos ou moderados de atividade sexual. 

7. Queima calorias
Segundo a Associação Americana de Educadores e Terapeutas Sexuais, a atividade sexual pode ser um ótimo exercício para o corpo. Isso porque meia hora de sexo queimam, em média, 85 calorias. Portanto, se você está sem paciência para ir à academia, que tal optar pelo plano B?

8. Aumenta a imunidade
Um estudo feito pela Wilkes University, nos Estados Unidos, mostrou que uma vida sexual ativa aumenta os níveis de um anticorpo conhecido como IgA , responsável pela proteção do organismo de infecções, gripes e resfriados.  

Foto: Getty Images