Arquivo para janeiro \25\UTC 2010

50 mil acessos!

A equipe do É ÓBVIO continua em festa. Alcançamos uma marca extremamente importante para nossa história, registramos o acesso de número 50 mil.

Somos gratos por mais essa marca e devemos isso aos nossos leitores, colaboradores, críticos e incentivadores.

Continuem conosco, pois vocês fazem parte da nossa história.

Abraços. Equipe É ÓBVIO!!!

Morte, tem explicação?

Por Elizânio Silva

Quais palavras usar para definir a morte? O que dizer num momento de perda? Creio que nenhuma palavra é capaz de consolar um coração dilacerado pela dor da morte, nenhum adjetivo pode definir a perda de um ente de querido, de alguém que amamos e que de repente se vai, deixando um vazio que jamais será ocupado.

Não dizer nada. Essa é a melhor coisa a se fazer num momento de perda, onde os sentimentos estão a flor da pele e por mais que tentemos diminuí-lo, somos incapazes de tal proeza. Num momento como esse um abraço é a opção mais indicada, pois é no calor de nosso abraço que transmitimos apoio, atenção e todos os sentimentos bons. A morte é um mistério que nós, pobres mortais, jamais entenderemos. Buscar explicação para esse acontecimento natural da vida é sofrer duas vezes. Uma pela perda e a outra por nos sentirmos incapazes de encontrar remédio para a dor da morte.

Mas por outro lado, precisamos entender que a morte nos permite ingressar em uma nova vida, a vida eterna. Num lugar onde as dores do dia a dia já não serão sentidas, onde os questionamentos já não existirão e só teremos um sentimento de paz profundo, capaz de nos levar próximo de Deus Pai, nosso criador e Ser Supremo de nossas vidas.

Nem mesmo o maior cientista da terra é capaz de nos dizer como se cura a dor da morte. Mas Deus, nosso Pai e Criador, cientista dos cientistas, doutor dos doutores, nos consola e nos dá forças para seguir em frente e aceitar seus desígnios, por mais doloroso que seja.

Todos nós passaremos pela dor da morte, uns mais cedo, outros mais tarde, mas o fato é que todos, sem exceção, sentirão essa dor e deverão ser fortes e tementes a Deus e continuar a missão que ele concedeu a cada um de nós.

E lembrem-se: “Querer o esquecimento é a forma mais aguda de se recordar”.

Zilda Arns

Por Elizânio Silva

A vida é uma verdadeira caixinha de surpresas e nos impressiona a cada dia. Quem poderia imaginar que 2010 teria um início tão trágico?

No Brasil, as chuvas do início do ano levaram centenas de vidas e deixou milhares de desabrigados. Destruiu lares de brasileiros trabalhadores e levou a esperança de um ano novo e melhor.

No Haiti, um terremoto que atingiu 7.3 graus na escala Richter assolou o país, matou cerca de 50 mil pessoas e deixou três milhões de desabrigados, segundo dados preliminares da ONU. Desse total, catorze soldados brasileiros em missão de paz perderam a vida, sete deles eram do Vale do Paraíba.

Mas o que mais surpreendeu e abalou o povo brasileiro, foi à morte da médica sanitarista e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns. A mulher que chegou a ser comparada a Madre Teresa de Calcutá, por seu trabalho humanitário em diversos países, morreu em ação enquanto levava esperança de uma vida melhor aos haitianos. 

Zilda Arns fez muito pelo Brasil e me atrevo a dizer que a médica paranaense fez mais do que muito governo. Atuou com uma agente pública sem mandato, com respeito, responsabilidade social e com a sensibilidade de alguém que veio ao mundo para servir.

Foi através do trabalho da Dra. Zilda, que a Pastoral da Criança criou a multi mistura farinha milagrosa feita à base de casca de ovo e farelo de trigo, e que salvou a vida de milhares de crianças em todo o país.

Com sua voz mansa e suave, dona Zilda ganhou respeito e não teve medo de trabalhar pelos mais pobres. Ao longo de quase trinta anos, atuou incansavelmente para transformar a Pastoral da Criança em referência no combate a mortalidade infantil. Os números são inquestionáveis e impressionam qualquer governo.

Mesmo sem a sua principal liderança a Pastoral da Criança vai continuar o trabalho começado pela Dra. Zilda. A semente plantada por ela germinou, criou raiz e se fortificou ao longo dos anos. Seu trabalho, reconhecido mundialmente, trará ao seu velório diversas autoridades internacionais entre elas a Secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

A morte de Zilda Arns nos leva a refletir sobre o verdadeiro sentido da vida, nos faz pensar para que estamos aqui e nos deixa a lição: existimos para nos doar ao próximo e transformar a vida das pessoas.

Enfim, creio que o Brasil ficou órfão. Que Deus conceda o descanso eterno à “mãe” de milhares de brasileiros, Zilda Arns.

Terremoto no Haiti

Por Elizânio Silva

O terremoto que atingiu ontem o Haiti, país localizado na América Central, deixou milhares de feridos e mortes. O tremor, que atingiu cerca de 7,3 graus na escala Rihter, vitimou pelo menos 12 brasileiros. Segundo dados divulgados há pouco pelo Comando do Exército Brasileiro, 11 militares estão mortos, sendo 7 do 5º Batalhão de Lorena, no Vale do Paraíba.  

Ainda segundo as informações, outros 9 militares estão feridos e recebem atendimento em um hospital na cidade de Porto Príncipe.

Entre os mortes, está a coordenadora Nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns. A médica pediratra de 75 anos, participava de uma série de palestras em diversos países da América Central. De acordo com informações divulgadas pela líder do governo no Senado, senadora Ideli Salvati, Zilda estava na rua quando foi atingida por alguma coisa que a levou a morte.

O ministro da Defesa Nelson Jobim, já viaja com destino ao Haiti acompanhado do senador Flávio Arns (PSDB-PR) sobrinho de Zilda, com objetivo de auxiliar os brasileiros atingidos pela tragédia.

Ministro Lupi rompe compromisso e edita norma que desrespeita a profissão

Fonte: FENAJ

Apesar do compromisso assumido com a Federação Nacional dos Jornalistas e presidentes de Sindicatos da categoria, o Ministério do Trabalho resolveu editar, no final do ano passado, norma interna orientando as Secretarias Regionais do Trabalho no processo de registros de jornalistas. O processo é criticado pela Federação que reivindica nova audiência com o ministro Carlos Lupi para tratar do assunto.

Segundo informação de ontem (11/01), esta é a posição oficial do Ministério, embora possa não ser a definitiva. “A norma do MTE segue os fundamentos do acórdão do STF e cria a situação absurda e inaceitável de registros de menores, analfabetos e, até mesmo, criminosos”, critica o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, acentuando que a emissão de registros para não diplomados segue o critério zero. “O ministro do Trabalho seguiu literalmente as posições estapafúrdias do ministro Gilmar Mendes que acha que para ser jornalista, basta estar vivo”, protesta.

A norma já foi divulgada por vários Sindicatos e pelo boletim da Federação. Jornalistas diplomados serão registrados como jornalistas profissionais e os demais, como jornalista. Não está claro como será o registro de diagramador, ilustrador, repórter fotográfico e cinematográfico, mas as entidades sindicais pressionarão para que tais registros especiais sejam realizados de acordo com a regulamentação da categoria.

Sérgio Murillo conta que a FENAJ seguirá cobrando do Ministério a realização de uma audiência, conforme o acertado em dezembro passado. A entidade está convocando para do dia 27 de março reunião ordinária do Conselho de Representantes. Na reunião além do ponto estatutário – aprovação das contas – será discutida a luta pela aprovação das PECs que resgatam a exigência do diploma e a nova realidade dos registros em função da decisão do MTE.

Utilidade pública!

Por Elizânio Silva

As doações encaminhadas aos moradores de São Luiz do Paraitinga, atingidos pelas chuvas da virada do ano devem ser encaminhadas a Taubaté. Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil e Chefe da Casa Militar, CEL. Luiz Massao Kita, São Luiz não tem estrutura para receber tantas doações como as que estão sendo feitas.

Para facilitar os trabalhos da Defesa Civil e dos voluntários envolvidos na operação, todas as doações devem ser encaminhas ao 5º Batalhão do Interior da Policia Militar, localizado à Av. Indepedência, 247, em Taubaté.

Mais informações pelo telefone (12) 3632-7681.

Lula, filho do Brasil

Chega-nos ao conhecimento mais uma demonstração de desequilíbrio psíquico do pífio representante da nação brasileira. A partir de sua ascensão, foram-se perdendo valores que cultivávamos como habituais normas de conduta. Essas mudanças são consequencias das alterações semânticas, aceitas pelos órgãos jornalísticos, hoje, também, pouco afeitos à limpidez das idéias. Tais alterações são produtos dos erros de raciocínio e da falta de intimidade vocabular, que a incontinência verbal do senhor feudal, pela repetição, torna-as vernaculares. Tudo isso, aliado à esperteza de um espírito pusilânime, tem o poder de corromper os alicerces de todos os poderes da República.

Se a mentira passa à verdade; se o corrupto contumaz deve ser respeitado por não ser um homem comum; se uma organização terrorista, que inferniza os trabalhadores rurais, torna-se uma instituição lutadora em defesa dos direitos dos sem-terra, é transformar os antônimos negativos em palavras representativas de uma nova ética em curso.

Para que se consuma o novo dicionário da sordidez política brasileira, necessário se torna conhecer, a fundo, em todas as dimensões, o seu autor, personagem central de sua própria propaganda político-eleitoreira. O autoendeusamento torna-o réu confesso do desequilíbrio de que acima nos referimos. Considerar-se a si próprio Filho do Brasil, é exigir a legítima paternidade, a um país que já sofreu todos os vexames do filho que não passa de um bastardo. Como se não bastassem as ofensas de sua diplomacia, ofende-se mais ainda a nação, anunciando a sordidez de cobrar do país a herança que acredita ter direito e pretende obtê-la, através da delegação de poderes de seus iguais, nas urnas em 2010. É mais uma indenização cobrada ao país, considerado culpado pelo filho ilegítimo, pela tendência inata de sua família, de não ter vocação para o trabalho. O filme que ilustra a vida do responsável pela obra de estropiamento da língua, “coincidentemente” será levado à exibição em 1º de janeiro de 2010.

Regredimos ao populismo desenfreado do brizolismo e percebemos, claramente, a existência de dois Brasis: o que trabalha e estuda para o desenvolvimento nacional e o que vive de estelionato político, sorvendo os impostos pagos pelo primeiro dos Brasis. Em toda imoralidade, encontra-se a logomarca da Globo, que não pode perder dividendos, mesmo que seja patrocinando um retorno aos filmes da velha fase macunaímica da miséria colorida. Não há outro digno representante desse (para mim) repugnante personagem (Macunaíma) da baixa estima brasileira, criação de Mário de Andrade, que o etílico Lula.

Alguém da escória da personagem do filme em questão deve ter sido o idealizador do título e da narrativa. O embriagado de álcool e de poder tomou posse do Brasil e está alijando, aos poucos, a parte consciente da sociedade, mas  ainda sonolenta, para os esconsos vãos que se tornarão guetos dentro em pouco, se não tomarmos uma veemente atitude. Já imagino esse filmeco sendo veiculado no agreste, nos sertões, arrebanhando os ingênuos e estimulando-os ao analfabetismo, à bebida e à rebelião. A pressão para um conflito entre brasileiros está se fazendo prenunciar no horizonte. Esta indecencia de filme, se consentirmos, se não reagirmos, se não clamarmos contra a mídia que lhe dará vida, poderá servir de estopim para tomadas de posição sérias que não vão deixar de fora a guarda particular do ébrio presidente: o MST.

Como dizem os traficantes do Rio, “está tudo dominado”. Eles sabem o que dizem, infelizmente. Tudo está dominado, porque está corrompido pelo dinheiro fácil em troca da traição e da sabotagem. Apenas por patriotismo, sem levarmos nenhuma vantagem, porque pertencemos a outro grupamento ético, que não leu o glossário lulista, sabotemos o filmeco do “palhaço de Garanhuns”, desde já, para que, no ato da divulgação, caia no ridículo o Filho bastardo do Brasil, que bem poderia ser o Filho de outra coisa que já sabemos o que é. Embora não pareça, o caldeirão da divisão de classes já começou a esquentar. Como não tem a coragem de seu comparsa Chávez e é um poltrão como o Zelaya, usa desses artifícios ultrapassados, mas que caem como uma luva sobre a multidão de ignorantes do interior do país.

Aileda de Mattos Oliveira 
Prof.ª Dr.ª de Língua Portuguesa
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)